Vigésima jornada, deslocação ao Olival para jogar contra o FC Porto. Um jogo naturalmente muito difícil, contra uma equipa que somou até ao momento os três pontos em todos os [ ... ]
Revolta! É esse o sentimento que invade director, treinadores, jogadores. Um sentimento de enorme revolta por tudo termos feito para vencer, mas infelizmente, e com uma enorme infel [ ... ]
Personalizada. Foi este o adjectivo que um colega de profissão utilizou para adjectivar esta equipa. Eu acho que é o adjectivo que melhor assenta. Hoje fomos personalizados, inteli [ ... ]
Vigésima jornada, deslocação ao Olival para jogar contra o FC Porto. Um jogo naturalmente muito difícil, contra uma equipa que somou até ao momento os três pontos em todos os jogos disputados.
O jogo é fácil de comentar e de resumir. Vitória mais que justa e inquestionável da melhor e mais forte equipa em campo. O FC Porto entrou bem, marcou cedo e acabou por controlar o jogo com alguma naturalidade.
Para nós foi um jogo francamente difícil. Seria difícil de qualquer forma, face á qualidade do adversário. Mais difícil ficou quando registamos a inadaptação evidente que esta equipa teve ao terreno em que foi disputado o jogo. De facto, não seria fácil fazer a mesma exibição competente que fizemos na 1ª volta, em que não pontuamos porque a equipa de arbitragem foi infeliz. Em casa do FC Porto, o facto de jogarmos em relva natural e num campo de grandes dimensões, acabaram por ser obstáculos que não conseguimos ultrapassar. Apesar do optimismo e da confiança com que abordamos o jogo, quer durante a semana de trabalho, quer no próprio dia de jogo, as dificuldades foram muitas e evidentes.
Já no aquecimento os jogadores deram sinal de inadaptação física ao relvado natural (mais tarde os sinais seriam notórios - problemas físicos em vários jogadores). A tracção é completamente diferente, a exigência física é completamente diferente e os jogadores sentiram-no logo em pleno aquecimento. E também as dimensões do campo. Gostamos de defender de forma compacta, com as linhas bem juntas e a fechar os espaços vitais, contudo as dimensões do campo retiraram-nos referências espaciais, começamos a defender muito afastados uns dos outros e quando se defende assim, ficamos expostos a situações de 1x1 contra jogadores muito dotados tecnicamente. Por outro lado, quando se perde a coesão do bloco, no momento da recuperação da bola, não há apoios suficientes para jogar de uma forma mais equilibrada e mais “lúcida”. Acabamos por ceder muito rapidamente e sem grande critério a posse. Ainda que, a espaços, tenhamos esboçado algumas reacções em transições rápidas, a verdade é que hoje não fizemos um bom jogo e acabamos por não conseguir dar resposta, perante um FC Porto bastante competente.
De qualquer forma, gostaria de deixar uma palavra de conforto, de carinho e de louvor aos jogadores. Não faltou empenho, esforço e atitude. Faltou lucidez, adaptação a condições diferentes e houve excesso de ansiedade. Acontece…é Futebol. Malta, levantar a cabeça, continuar “a caminhar” rumo ao futuro e foco na conquista dos três pontos já no próximo jogo. Vamos transportar a revolta do jogo do Feirense e a frustração deste jogo com o FC Porto para uma resposta plena de atitude e empenho frente ao Famalicão. Talento temos, trabalhar..trabalhamos muito, portanto optimismo e confiança nas duas finais que faltam disputar!
De salientar positivamente as estreias do Manteigas e do Miguel. Um justo prémio para dois meninos que trabalham muito e que souberam, pacientemente, esperar pelo seu momento, recusaram baixar os braços e desistir. São exemplos! O Manteigas porque manteve sempre uma postura de empenho e de trabalho, mesmo não jogando. Hoje, por ser um jogo sempre especial…decidimos que seria um bom momento para lhe dar um mais que justo prémio. Aproveito ainda para repetir os parabéns e os votos de um dia muito feliz! E o Miguel porque tem sido um exemplo de dedicação e entrega. Chegou a um clube novo, a uma realidade nova. Teve algumas dificuldades de adaptação a um ritmo completamente diferente e a uma exigência muito mais alta. Infelizmente acabou por ter uma lesão complicada. Chegou-se a temer o pior. Foram meses afastado, têm sido semanas e mais semanas a trabalhar de forma individual, com muito esforço e sacrifício para conseguir o tão esperado regresso. Nada mais justo do que premiar o seu esforço e empenho, nada mais justo do que marcar o seu regresso com a possibilidade de jogar no Olival, frente ao FC Porto! Para ambos, sem pressão de rendimento, sem grandes exigências em termos desportivos. A exigência foi apenas uma: que se divertissem e que saboreassem um prémio mais que justo, pois têm sido dois excelentes elementos de grupo.
Para terminar,
Em primeiro lugar repetir algo que já disse á uns meses atrás e que infelizmente continua a prejudicar a estabilidade da nossa equipa com alguma frequência. Lamentamos, todos, que a irracionalidade de algumas pessoas acabe por prejudicar e ter reflexos nos nossos atletas e, em termos gerais, na nossa equipa. É uma pena. Desde o início da época que as regras estão muito bem definidas. E as regras são para todos e são para ser cumpridas… mais uma vez não será diferente.
Por fim, deixar uma palavra aos Juvenis A do nosso Clube. Hoje é um dia triste para todos nós. Infelizmente a nossa equipa de Juvenis A desceu. Queria, em nome pessoal e de todo o grupo dos Iniciados A, deixar uma palavra de conforto e de força a todos os jogadores que disputaram o Campeonato Nacional de Juvenis pelo Gondomar. Certamente que haverá tempo para refletir sobre o que correu mal…possíveis erros cometidos. Mas acima de tudo são os jogadores aqueles que neste momento mais estão a sentir a tristeza e desilusão de falhar um objectivo, são eles que dão “sangue, suor e lágrimas” todas as semanas..em prol do Clube. Como tal, uma palavra de força e de alento a todos eles sem excepção! Força malta!
Revolta! É esse o sentimento que invade director, treinadores, jogadores. Um sentimento de enorme revolta por tudo termos feito para vencer, mas infelizmente, e com uma enorme infelicidade, o jogo ter terminado num empate.
O jogo foi uma imensa batalha. Um pelado muito difícil, muita chuva, lama. Duas equipas com ambição de vencer. Os primeiros minutos foram de intensa disputa. Bola cá..bola lá, muita bola no ar, muito choque, muita dificuldade para uma boa adaptação ás condições do terreno. Nenhuma equipa dava sinal mais. Nós a tentar jogar mais em apoio, o Feirense em transições rápidas. Acabariamos por sofrer um golo num lance de grande infortúnio e alguma ingenuidade. Bola no corredor direito, passe rasgado para o esquerdo, hesitação da nossa parte de quem sai na bola, vai..não vai, ressalto..bola nos pés do jogador do Feirense que tranquilamente faz o golo. Duro golpe na nossa equipa. A jogada surge de uma bola parada na área do Feirense que por muito pouco não deu golo a nosso favor. O golo abalou-nos um pouco. Embora sempre a discutir o jogo taco a taco, a bola “começou a queimar”, algum desespero a abater-se sobre os nossos jogadores e isso refletiu-se nas inúmeras recepções falhadas, em muitos passes precipitados. Contudo, volto a repetir: num jogo equilibrado, não merecíamos estar a perder.
O intervalo chegou em boa hora. Sentiamos que a equipa precisava de se acalmar, reunir e ir buscar forças onde as houvesse. Foi feito um apelo á sua capacidade de sacrifício. A conversa no balneário resultou em cheio. Com muita tranquilidade foram feitos alguns reajustes, foram dadas algumas instruções, mas foi passada, sobretudo, uma mensagem de enorme confiança e de enorme ambição. Os jogadores corresponderam em grande. Foram gigantes na 2ª parte. Tiveram uma atitude, uma capacidade de sacrifício invulgar. Foram ambiciosos, unidos. Superaram os seus próprios limites. A 2ª parte foi uma avalanche, uma avalanche de futebol de ataque do Gondomar, com combinações de grande nível, com 8, 9 jogadores declaradamente a atacar, a encostar o Feirense á sua área. Muitas bolas cruzadas, muitos remates, excelentes oportunidades. O golo acabaria por surgir, um golo justo e que só peca por tardio. Já tínhamos feito o suficiente para marcar. A nossa ambição não esmoreceu. Embora a fadiga tenha “atacado” alguns jogadores, nenhum deles deu sinal de abrandamento ou de baixar os braços. Continuamos a tentar o golo.
Contudo, por vezes a sorte é madrasta. Por vezes há destas injustiças no Futebol. Uma equipa do Feirense encostada ás cordas, a defender com 10 jogadores perto da área, a tentar bater longo para a velocidade do avançado, com os seus adeptos a tentarem queimar tempo, não colocando a bola no terreno de jogo, etc, consegue colocar pela primeira vez uma bola na nossa área…e o árbitro assinala grande penalidade. Que balde de água fria, que desilusão! Quando tudo estávamos a fazer para vencer e quando jogávamos bem e com grande brio, eis que surge uma grande penalidade, discutível, que nos viria a penalizar com o 2º golo.
Podia ter sido o xeque-mate nas nossas ambições. Mas não foi! Do banco surgiu a nossa resposta, treinadores: 3 defesas. Acreditavamos que ainda era possível e sentíamos da parte dos jogadores uma vontade imensa de não entregar o jogo. A alma desta equipa ficou bem expressa na forma como disputaram os últimos 10 minutos. Voltaram a assumir o jogo, voltaram a carregar, a fundo, no pedal. Viriamos a empatar num bom golo do Igor e tivemos duas ocasiões flagrantes para conquistar os três pontos, já em período de descontos.
Jogo terminado, empate a 2, jogadores do Feirense a festejar, jogadores do Gondomar de lágrima no olho e bastante revoltados com as incidências do jogo.
Perdemos dois preciosos pontos, falhamos a conquista de uma vitória que desejávamos muito. Perdemos até lugares na tabela classificativa. Ainda assim não posso apontar nada a estes jogadores. Só posso elogiar e agradecer pela demonstração de ambição e querer que deram hoje em Valbom. Foram obrigados, pelo adversário, a jogar num campo sem condições, a sofrer. Estiveram a perder duas vezes com grande infelicidade, mas ainda assim nunca baixaram os braços e com sangue, suor e lágrimas (literalmente) lutaram pela vitória até ao último fôlego.
Parabéns miúdos! Foram enormes e de uma alma tremenda. Tenho um imenso orgulho em todos vós!
Já falta pouco para terminar o Campeonato. Não sabemos que lugar nos estará reservado. Mas uma coisa tenho a certeza, este equipa tem tido um crescimento enorme e está cada vez mais preparada para jogar em patamares superiores de competição, de igual para igual com qualquer adversário. Tem sido um caminho longo, com altos e baixos, com muitos obstáculos pelo caminho. Mas o trajecto que temos feito e o crescimento notório que temos tido, fazem-nos olhar para trás com um sorriso nos lábios e relembrar todas as pequenas conquistas que fomos tendo ao longo da época: sejam puramente relacionadas com Futebol, sejam relacionadas com uma alteração muito grande de mentalidades, um crescimento muito grande no que diz respeito a responsabilidade e a coesão de grupo.
Boa semana, e mais uma vez parabéns pela atitude gigante que tiveram malta!
Personalizada. Foi este o adjectivo que um colega de profissão utilizou para adjectivar esta equipa. Eu acho que é o adjectivo que melhor assenta. Hoje fomos personalizados, inteligentes, fomos solidários, tivemos mentalidade de vitória. Faltou apenas mais eficácia na finalização. De facto, a qualidade da exibição “exigia” mais golos. Conseguir criar, fora de casa, 8,9 oportunidades flagrantes de golo mais alguns ataques em que falhou apenas uma recepção orientada, espelha bem o domínio do Gondomar e a capacidade que tivemos para tornar um jogo complicado, num jogo fácil.
E está terminado o ano desportivo de 2011. Acabamos da melhor forma, a vencer!
É verdade que hoje o que menos interessava era o resultado. Jogo treino contra uma equipa de juvenis, que também havíamos defrontado na pré-temporada, para testar algumas situações, dar algum ritmo competitivo e começar a preparar as 5 batalhas que faltam travar no Campeonato Nacional.
Sabiamos que este jogo poderia ser encarado com algum relaxe. Como tal a mensagem passada foi bem clara, era para levar a sério e jogar de acordo com a nossa identidade. Missão cumprida. Na 1ª parte optamos por manter um onze aproximado daquele que tem sido o mais habitual no Campeonato.